domingo, 5 de dezembro de 2010

Se eu pudesse voar.


A terra está tão monótona, cada hora que passa, é tão sensabor. É pisar o chão e senti-lo duro demais, é olhar em frente, mas veres que o nevoeiro é branco demais, para ver o que está ao longe. Mas mesmo não sabendo o que estava depois do nevoeiro, ir em frente, arriscar. Arrisquei, ultrapassei aquele profundo nevoeiro, simplesmente para sentir os teus lábios. Valeu a pena, senti, foi benigno. Mas tão veloz-mente, o nevoeiro voltou ainda mais profundo do que era. Senti o chão tão duro. Doía só de o sentir duro, o coração, que deveria se forte, duro, esse não, ficou indolente demais, ficou húmido, com todas as lágrimas que caiam dos meus olhos. Queria fugir, mas não tinha para onde. Mas se eu pudesse voar! Voava, voava, e voava, até chegar a Plutão, ai iria me sentar, olhar a terra, e dizer, como ela é bela. Mas um sitio tão egoísta, que as próprias pessoas desse mundo, se tornam egoístas. Então sentada em Plutão pensaria, em tudo o que vivi na terra, muitos bons momentos passei, esses são lembrados com os maiores sorrisos, mas as tristezas, essas deveriam desaparecer. Assim passaria vários tempos em Plutão, era um mundo tão diferente, um sitio tão bom, tão simples. Voltaria a voar, e conheceria mais planetas, só para estar longe da terra, das pessoas dessa terra. Mas pensei para mim. Eu voar? Nunca será possível. Porque não voam antes as tristezas. Afinal, se eu voasse e fosse para longe, não poderia ter os meus amigos, a minha família, e eu não seria feliz sozinha. Então que voe voem todas as tristezas, eu prefiro ficar neste chão duro, que me fazem doer as pernas, mas se cair, terei as mãos dos amigos a levantarem-me. E ai, voarei, voarei para o coração de todos eles.

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