domingo, 30 de janeiro de 2011

de livre vontade.


Hoje, por uns minutos, odiei-te. Hoje, tive o meu momento de sarcasmo, tive aquele brilho de fúria e mágoa nos olhos e um sorriso cínico nos lábios, mas tu não soubeste interpretar o que viste. Hoje, olhei-te nos olhos, agi com indiferença e ocultei a dor. Apenas o teu silêncio foi o suficiente, eu percebi o que quiseste dizer sem falar e onde querias chegar. Ao contrário de ti, eu soube interpretar o que não disseste e o que vi. Se pretendes que me afaste, é o que vou fazer, doa o que doer. Não te imponho a minha presença, não te forço a falares comigo nem te obrigo a estares comigo se não queres. Por mim, podes pensar que morri. E desculpa lá se neste momento só consigo dizer que te odeio, que não mereces nada e que és a pessoa mais estúpida à face da Terra! E, por muito que odeie esta palavra, uso-a de livre vontade: adeus.