
Hoje decidi sair. Queria-te ver, queria que viesses ter comigo, queria voltar a ter as conversas que tivemos em tempos, queria sentir a tua mão agarrar a minha, queria sentir os teus lábios. Então vesti-me com a minha melhor roupa, só para ti. Fui imediatamente para o rio, sentei-me em cima das pedras, faziam doer o corpo, mas não me importava, pois queria estar contigo. Enquanto esperava, apareceu uma rapariga, era bonita, era morena, com uns olhos verdes bem grandes, um sorriso perfeito. Também ela se sentou nas pedras. Parecia estar ela á espera do mesmo que eu, mas tinha acerteza que não estava, talvez só quisesse estar um pouco sozinha. Então continuei á espera. Esperei.Esperei. Esperei. Esperei. Esperei. Quando derrepente vi um vulto ao fundo, eras tu tinha acerteza, conheço-te á distancia mesmo no escuro. O meu coração começou a bater mais depressa, a felicidade apoderou-se de mim, estavas ali mesmo ali. Antes mesmo de chegares ao pé de mim, já imaginava uma noite perfeita, só nós os dois, e as estrelas como testemunhas. Mas derrepente, o meu coração ia lentamente parando, a felicidade desapareceu, as lágrimas apoderaram-se de mim. Mas o que é que se estava a passar? Tudo, tudo menos o que deveria estar. A escolhida não fui eu, agarrastes na mão dessa morena, de olhos verdes e grandes, e deixaste-me ali sentada nas pedras, já com o corpo a doer-me por todos os lados. Levaste-a para uma parte do rio com areia, mas quando estavas a caminhar, olhas-te para trás, olhaste-me nos olhos e sorriste. As lágrimas apoderaram-se de mim, os pulmões não tinham ar, o coração não recebia o sangue. Tudo se desmoronou perante mim. E agora não existia noite perfeita para mim, sim para ela, e a estrelas, que tinham sido a minha companhia enquanto te esperava, agora são testemunhas da vossa felicidade. E as lágrimas não param, continuo sem ar, e o coração mais fraco, estou a perder as forças, já não sinto nada. MORRI
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