quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sonhos simples sonhos


Passaram tantos dias, tantas noites sem nos vermos.
Foi numa noite, em que sonhava. Esse sonho era assim.
Um dia entrei numa vila, com o nome, vila sorriso, era uma vila diferente. Era tudo tão perfeito, as cores das casas fascinavam-me, havia casas, cor-de-rosa, azuis, verdes, cor-de-laranja, era uma mistura de cores, que faziam viver cada momento naquela vila, com a maior alegria. Naquele sitio sentia-me uma princesa. Tinha um vestido magnifico, os sapatos de cristal, e o mais importante, o meu príncipe encantado. Esse príncipe, era lindo, afinal os príncipes encantados tem de ser lindos. Ele abraçou-me, e segredou-me ao ouvido "eu amo-te minha pequenina". Foram aquelas palavras que me fizeram acreditar, que a vida pode ser melhor do que é. Em poucos segundos apareceu a grande fada madrinha, dos contos encantados. Fiquei pasmada, a olhar, afinal a fada madrinha existia. Ela converteu uma abóbora numa magnifica carruagem. Nessa carruagem fiz longas viagens com o meu príncipe. Mas momentos depois o meu sonho tornou-se num pesadelo. O meu príncipe desapareceu. Tantas lágrimas que rolaram pela minha cara, o sofrimento era mutuo. Mas talvez o príncipe tenha sido uma peça indispensável naquele sonho. Mas então porque se tornou tudo tão estranho? A fada madrinha já não converte abóboras em carruagens, mas sim o contrario, e também ela me abandonou. Abandonou-me a meio do meu grande sonho de vida. Senti-me uma marioneta a quem cortaram os fios. Fiquei frágil a tudo o que acontecia. Mas para quê este sofrimento todo? Afinal nunca passou de um grande sonho, tornado em pesadelo, do qual já nem vai aparecer mais. SONHOS SÃO SONHOS NUNCA PASSAM DISSO MESMO DE SONHOS.

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