
Encostei-me na parede preta do meu quarto, deixei-me cair....acabei por me sentar no chão. Achando que irias aparecer para mim, esperei por ti, mas de certa forma sabia que não irias aparecer. Como poderias tu aparecer? Ainda por cima comigo? O amor nunca me escolheu para sua amante, não seria agora que escolheria. Enquanto dobrava os joelhos, ia pousando os braços sobre eles. Cada segundo que passava, eu desejava mais a tua presença, mas tu não aparecias. Então uma súbita vontade de chorár apoderou-se de mim. Tudo estava perdido. Levei as mãos à cara, talvez pensasse que elas me serviriam de lenços. As lágrimas passavam-me por entre os dedos, e caiam no chão onde me tinha sentado. Derrepente ouvi uns passos, mas já não ligava nada, já sabia que não serias tu. Ergui a cabeça para ver quem se aproximava. De facto comprovei que não eras tu. Mas sim uma esperança que me queria fazer acreditar que o que eu tanto ansiava se poderia realizar se eu muito desejasse.
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