sábado, 31 de janeiro de 2009

Dei-te tudo, não recebi nada.


Se me encontrares num banco de jardim sozinha, e com as lágrimas no canto dos olhos, não me perguntes, se choro por só teres chegado agora.
Porque não, não foi por teres chegado agora, mas sim por saber, que da tua boca nunca mais vai sair um Olá sincero. E não me digas que é mentira, vê-se nos teus olhos, que só o dizes por uma questão de simpatia. Vá se não paresece mal, á quanto tempo me tinhas deixado de falar?Sei que se não paresece mal já o tinhas feito, afinal não passei de um passatempo, bom ou não? Não sei, diz-me tu.
Sim diz-me tu, numa conversa se algum dia voltarmos a ter alguma conversa além de "Olá tudo bem? Sim e contigo? Está tudo. Ainda bem."
Ainda te recodas das conversas que tinhamos antes de estas conversas estúpidas, desculpa o termo mas é o que são.
Antes podiam ser conversas sem nexo nenhum, mas eram as nossas conversas, simples, mas que me faziam sorrir mais que tudo na vida.
Era a pensar e, ti que adormecia, e acordava a pensar em ti? Etu? Será que algum dia adormeceste e acordaste em pensar em mim?
E hoje será que pensas em mim?
E as mensagens que me respondes é simplesmente por simpatia certo?
Dei-te tudo, não recebi nada.
Sê feliz. Desculpa hoje não conseguir lutar por ti, mas não luto, por quem nunca lutou por mim.

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